Shisa Kanko – Uma Eficaz Técnica Japonesa para Redução de Erros

Shisa Kanko (“pointing and calling” no Inglês, ou “apontar e falar” no Português) é uma técnica japonesa de verificação de pontos importantes e críticos com o objetivo de evitar erros, cujas origens apontam o uso nas ferrovias do Japão, no começo do século XX, ao se buscar maior confiabilidade na condução dos trens e segurança dos passageiros.

O Método

A técnica possui dois protocolos básico, segundo informações do JICOSH (Centro Internacional para Saúde e Segurança Ocupacional do Japão). O que eu, particularmente, gosto mais (e utilizo em várias situações) consiste em olhar e apontar o dedo para o objeto, verificar o que se quer verificar, e falar o resultado. Para dar um exemplo, digamos que sua tarefa é garantir que uma alavanca esteja acionada. Você olha e aponta seu indicador diretamente para a alavanca, e verifica se ela está acionada; aí você diz em voz alta, confirmando: “alavanca acionada” ou, simplesmente, “ok”!

O fundamental nessa técnica é o fato de utilizar as ações de apontar e falar, pois, o fato de movimentar seus músculos ao apontar o deixa mais alerta em relação ao que está sendo verificado e aumenta a concentração, e ouvir sua própria voz ao falar estimula seu cérebro facilitando, inclusive, a lembrança do que foi verificado.

Eficácia

Segundo um estudo realizado em 1994 pelo Instituto de Pesquisa Técnica Ferroviária do Japão ( Railway Technical Research Institute), trabalhadores que foram solicitados a executar determinada tarefa, sem a utilização de qualquer medida especial para evitar falhas tiveram 2,38% de erros. Quando foi solicitado que adotassem a técnica de “apontar” ou “falar”, a taxa de erros caiu significativamente, mas, ao utilizarem a técnica de “apontar e falar”, as falhas caíram ainda mais, chegando a 0,38%, ou seja, a adoção do Shisa Kanko foi capaz de reduzir em 84% os erros.

Apesar do Shisa Kanko ser utilizado, primordialmente, em situações que envolvem risco de acidentes, seja em ferrovias, no metro, ou em fábricas do Japão (inclusive a Toyota), o japonês já estende seu uso também para outras situações como, por exemplo, conferir o material escolar ou analisar informações no computador do escritório.


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Autor: Rodrigo Vargas – Engenheiro mecânico (UFPR), pós-graduado em engenharia de man. mecânica (UFPR), pós-graduado em gestão empresarial (FGV), com mais de 17 anos de experiência em ambiente industrial, sendo mais de 13 anos ocupando cargos de gestão na indústria automotiva e eletroeletrônica; compartilhando conhecimento sobre gestão, há mais de 10 anos, através do portal GestaoIndustrial.com.


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