O Que Não Pode Faltar na Integração de um Novo Colaborador?

O processo de integração de um novo colaborador é o treinamento aplicado antes do início efetivo de seu trabalho, com a finalidade de aculturá-lo à Organização e ao novo ambiente de trabalho, e prepará-lo, com as informações essenciais, para ser incorporado à sua equipe de trabalho, independentemente da função que irá exercer. O processo de integração do novo colaborador é importante para mostrar como é a Cultura Organizacional, e o que se espera dele nesse aspecto. Um processo de integração eficaz deve incluir alguns pontos fundamentais, que eu listo a seguir: apresentação dos novos colaboradores; apresentação dos produtos/serviços da Organização e de sua história; apresentação da missão da Organização, seus valores, e a visão de futuro; apresentação das políticas corporativas (normas internas; benefícios; normas de segurança);  tour pelas instalações; encaminhamento do novo colaborador ao seu setor de trabalho.

O Que Não Pode Faltar na Integração do Novo Colaborador?

Vamos, então, ver em detalhes, cada um dos pontos essenciais na integração de um novo colaborador:

  • Apresentação dos novos colaboradores: embora esse não seja exatamente um ponto essencial, eu recomendo, desde que possível, iniciar o treinamento de integração com a apresentação de cada um dos novos colaboradores (cada novo colaborador se apresenta, dizendo seu nome, sua experiência, e em que área irá trabalhar); e isso tem várias finalidades: serve como um aquecimento, tira os novos colaboradores da situação de conforto, como meros espectadores, e os faz se conectarem com a importância do momento e da sua participação no todo.
  • Apresentação dos produtos/serviços da Organização e de sua história: a integração pode começar com um vídeo (se houver) ou uma apresentação em software sobre a Organização e os produtos e/ou serviços que fornece, além de falar da origem e da situação atual da Organização, incluindo os mercados onde atua; isso faz com que os novos colaboradores recebam a informação básica sobre a área de atuação da Organização, seus produtos e/ou serviços.
  • Apresentação da missão da Organização, seus valores, e a visão de futuro: esse é um momento importante do aculturamento, pois, os valores da Organização devem ser muito bem entendidos por todos, portanto, deve-se dar bastante atenção na explicação de cada um dos valores, inclusive, exemplificando-os para mostrar o que, na prática, significam. Algumas Organizações incluem a missão, visão e valores no próprio vídeo de apresentação dos produtos/serviços da Organização, isso não é um problema, mas eu recomendo que, após o final do vídeo, faça-se uma nova abordagem dos valores, com as explicações e exemplificações propostas.
  • Apresentação das políticas corporativas (normas internas; benefícios; normas de segurança): todas as normas internas, benefícios, e normas de segurança, devem ser, não apenas informadas, mas é importante que sejam sanadas todas as dúvidas, coletando, inclusive, a assinatura dos colaboradores para comprovar que as receberam e que foram entendidas.
  • Tour pelas instalações: cumprindo-se, rigorosamente, todas as normas de segurança já informadas, o grupo segue para a visitação às instalações da Organização, pelo menos nas áreas mais importantes e que podem receber visita.
  • Encaminhamento do novo colaborador ao seu setor de trabalho: terminada a visitação, cada novo colaborador deve ser encaminhado à sua área de trabalho, preferencialmente, levado à presença de sua chefia direta.

O tempo de duração de um treinamento de integração é muito variável, pois depende muito do porte da Organização e do número de pessoas envolvidas; o fundamental é que haja tempo suficiente para que os pontos básicos da integração sejam repassados aos novos colaboradores com eficácia, pois, como eu disse, esse é um importante momento de aculturamento, e não deve ser nem negligenciado, nem apressado.


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Autor: Rodrigo Vargas – Engenheiro Mecânico (UFPR), pós-graduado em Engenharia de Manutenção Mecânica (UFPR), pós-graduado em Gestão Empresarial (FGV), Tem mais de 30 anos de experiência profissional, sendo mais de 20 dedicados a atividades de gestão e liderança, tendo trabalhado em renomadas empresas multinacionais, com vivência profissional internacional na Europa, Ásia e América Latina. Rodrigo obteve certificação Black Belt na metodologia Seis Sigma, certificação Practitioner em Programação Neurolinguística, certificação de Auditor Líder do Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001, e formação complementar em Docência pela Fundação Getúlio Vargas. Rodrigo Vargas tem vários livros publicados nas áreas de gestão, finanças, e cognição; compartilhando conhecimento sobre gestão, há mais de 10 anos, através do portal GestaoIndustrial.com.


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