O Poder da Motivação!

O Poder da Motivação!

Nossa maior fraqueza está em desistir. A maneira mais certa de ter sucesso é sempre tentar apenas mais uma vez.

-Thomas Edison

A motivação de equipes é um dos grandes desafios no meio corporativo, sendo uma das competências principais de um líder, pois é a força motriz que alavanca os resultados da Organização. A motivação está intimamente ligada à uma visão positiva das coisas, pois temos sempre duas maneiras de encarar tudo: positivamente ou negativamente. Isto não quer dizer não se preparar para os obstáculos e dificuldades, mas sim, acreditar que o melhor pode acontecer, apesar de se preparar para o pior. É como dizia Theodore Roosevelt: “Mantenha seus olhos nas estrelas, e os seus pés no chão.”

Positividade

Um dos pioneiros no tema da positividade foi o pastor americano, Norman Vincent Peale, que publicou vários livros sobre o tema, entre os quais o seu maior sucesso de vendas: The Power of Positive Thinking (O Poder do Pensamento Positivo), publicado em 1952, e cuja essência está baseada na construção de hábitos e pensamentos bons. Vários outros autores abordaram o tema no decorrer dos anos. Em 2006 foi lançado nos Estados Unidos, em video, The Secret (O Segredo), escrito por Rhonda Byrne e dirigido por Drew Heriot, em que fala, basicamente, do poder da lei da atração: pedir, acreditar, receber/agradecer. Ainda que o filme (que depois virou livro) tenha alcançado incrível sucesso na época, teve também críticos ferrenhos. Eu assisti ao filme e posso dizer que, na minha opinião, é preciso filtrar muita coisa, porém, a essência é, mais uma vez, acreditar mais em si mesmo e pensar positivamente.

Motivação

Um experimento interessante sobre motivação foi feito no episódio The Power of Positivity (O Poder da Positividade), do programa Brain Games (Truques da Mente), produção da National Geographic. O experimento consistiu em testar várias pessoas sem grandes habilidades no basquete, numa sequência de 10 arremessos. Numa segunda etapa, as pessoas fizeram uma nova sequência de 10 arremessos, porém, foram motivadas por uma torcida. Antes da segunda sessão de arremessos, o apresentador chama um grupo de pessoas (na verdade, pessoas que vão, deliberadamente, apoiar e motivar o arremessador) para ver os arremessos e faz o voluntário vendar os olhos para tentar uma cesta. Combinados, apresentador e torcida aplaudem como se a pessoa tivesse acertado (embora não tivesse). O voluntário é convidado a um segundo arremesso, também com os olhos vendados, e mais uma vez a torcida aplaude a suposta cesta; fazendo o voluntário acreditar que realmente tinha acertado.

Essa foi a carga de motivação inicial e aumento da autoconfiança dirigida ao voluntário do arremesso, e logo após, o apresentador pede, então, que a pessoa faça a segunda sequência de 10 arremessos.   Os resultados apresentados no programa (não é dito se houve outros participantes sem habilidade também testados, além dos 4 apresentados) foram os seguintes:

Também foram testadas pessoas que, ao contrário do primeiro grupo, já tinham boas habilidades no basquete. Só que, desta vez, a “torcida” desacreditava o arremessador, impondo uma carga de negatividade e desmotivação. Assim como foi feito com os voluntários com pouca habilidade, também foi solicitado que os voluntários habilidosos vendassem os olhos e tentassem a cesta, porém, a torcida não apenas não simulou que o participante encestasse a bola, como desacreditou o arremessador.  É, então, apresentado um voluntário que, na primeira sessão de 10 arremessos havia acertado 9, mas que depois da carga de desmotivação, conseguiu acertar somente 5 na segunda sequência de 10 arremessos. Uma outra voluntária apresentada, cujos números não são mostrados, não teve queda no desempenho, supostamente por ter uma capacidade bem desenvolvida em concentrar-se e manter sua autoconfiança, provavelmente, pelo fato de ter jogado basquete universitário.

Ainda que esse experimento não tenha um cunho científico, é inegável seu caráter ilustrativo e exemplificador do poder da motivação. Muito interessante!

O Papel da Liderança

Uma das funções principais da boa liderança deve ser a de motivar cada um dos membros de sua equipe, e isto precisa ser feito através de um tripé fundamental, que eu chamo de fatores extrínsecos (pelo fato de estarem profundamente dependentes da liderança, e não do liderado): confiança mútua, apoio, e reconhecimento.

  • Confiança mútua: o liderado precisa sentir que o seu líder confia nele, e ao mesmo tempo, e igualmente importante, o liderado precisa sentir confiança no próprio líder. Ou seja, precisa haver uma relação de confiança mútua entre os dois.
  • Apoio: o líder precisa apoiar o trabalho de seu liderado, energizando seu ânimo e mostrando que, como líder, acredita na capacidade do liderado; lembre-se do experimento dos arremessos.
  • Reconhecimento: é fundamental que o líder reconheça sinceramente o empenho, a dedicação e os resultados atingidos pelo liderado.

Seja um líder motivador, e veja os resultados aparecerem. Mas não confunda motivar com tolerar incompetência, ou negligência. Motivação pressupõe esforço e dedicação do liderado!


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Autor: Rodrigo Vargas – Engenheiro mecânico (UFPR), pós-graduado em engenharia de man. mecânica (UFPR), pós-graduado em gestão empresarial (FGV), com mais de 17 anos de experiência em ambiente industrial, sendo mais de 13 anos ocupando cargos de gestão na indústria automotiva e eletroeletrônica; compartilhando conhecimento sobre gestão, há mais de 10 anos, através do portal GestaoIndustrial.com.


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