O Paradoxo de Fredkin

O Paradoxo de Fredkin

Você já se pegou angustiado antes de tomar uma decisão? Provavelmente, era uma decisão em que não havia uma significativa vantagem entre uma alternativa e outra, e a similaridade entre elas trazia uma dificuldade em definir a melhor escolha. Ao contrário, quando visualizamos uma clara vantagem entre uma e outra alternativa, a escolha é mais fácil. O curioso, no entanto, é que quanto mais similares são as alternativas, menos importaria a escolha, pois, em tese, são “quase a mesma coisa”; mas são justamente essas decisões que nos afligem mais, e nos tiram mais o sono. Esse é, justamente, o Paradoxo de Fredkin.

O matemático americano, Marvin Minsky, em seu livro Society of Mind, publicado em 1986, postula o Paradoxo de Fredkin, que ele atribui ao cientista da computação Edward Fredkin, e que diz o seguinte: Quanto mais atraentes duas alternativas parecerem, mais difícil será escolher entre elas – não importa que, num mesmo grau, a escolha só possa importar menos.

Por que, então, nos delongamos tanto em decisões que são igualmente atraentes (ou igualmente não atraentes) e que, em tese, deveriam até ser mais fáceis? Segundo a professora de psicologia da Universidade da Califórnia, Tania Lombrozo, em seu artigo Why Hard Decisions Should Be Easy (But Aren’t) (Por que Decisões Difíceis Deveriam Ser Fáceis (Mas Não São) – em tradução livre), o que importa para decisões difíceis não é apenas um processo de decisão que irá maximizar as chances de encontrar simplesmente a melhor escolha, mas é também um processo que minimize o arrependimento futuro.

Nesse sentido, o que dificulta, ou delonga, o nosso processo de decisão, muitas vezes, não é a escolha em si, mas a ponderação que fazemos acerca das consequências da decisão. Outra questão fundamental é que nos incomoda não encontrar fatores que revelem vantagens ou desvantagens entre as alternativas; não conseguir vislumbrar claras vantagens é como enxergar uma paisagem com nevoeiro, ficamos sempre tentando melhorar a visão, esperando dissipar pontos que parecem obscuros. Bom senso e intuição podem ajudar!


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Autor: Rodrigo Vargas – Engenheiro mecânico (UFPR), pós-graduado em engenharia de man. mecânica (UFPR), pós-graduado em gestão empresarial (FGV), com mais de 17 anos de experiência em ambiente industrial, sendo mais de 13 anos ocupando cargos de gestão na indústria automotiva e eletroeletrônica; compartilhando conhecimento sobre gestão, há mais de 10 anos, através do portal GestaoIndustrial.com.


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