Como Fazer um Planejamento Estratégico Que Funciona?

Para Que Serve um Plano Estratégico?

Um plano estratégico corporativo é uma das ferramentas mais poderosas para ajudar no crescimento da empresa. É uma ação tipicamente gerencial, amparada por metodologias específicas, focada em definir os macro-objetivos da Organização dentro de um horizonte de longo prazo, enquanto, ao mesmo tempo, estabelece ações e metas de curto e médio prazo, justamente para poder viabilizar os objetivos de longo prazo. Porém, é importante compreender os erros mais comuns cometidos (para evitá-los) quando se faz um plano estratégico. Veja-os, a seguir:

É um Erro Fazer um Planejamento Estratégico…
  • Apenas para mostrar para a matriz, para o conselho, ou para os proprietários;
  • Só para dizer que sua empresa tem um;
  • Mantendo-o como um documento secreto;
  • E não dirigir as ações do dia-a-dia baseadas nele;
  • E não revisá-lo anualmente.
Como Fazer um Planejamento Estratégico que Funciona?

Existem algumas variações quanto à forma e estrutura, mas a seguir apresentaremos uma forma básica, mas muito objetiva e útil. Nesse modelo, começamos a primeira fase definindo Missão, Visão e Valores. Numa segunda fase, fazemos a análise do ambiente em que se encontra a Organização (análise SWOT) identificando as forças e oportunidades (pontos positivos), e as fraquezas e ameaças (pontos negativos). Esses pontos uma vez identificados, irão apontar os objetivos estratégicos necessários para tratá-los. Analisamos criticamente estes objetivos, e mais a missão e visão estabelecidas, chegando, então, a terceira fase, onde montamos um quadro estratégico apontando os macro-objetivos, seus indicadores, metas, ações e os fóruns de monitoramento. Os objetivos-macro deverão ser desdobrados nos demais níveis da Organização, de modo que todos os gestores tenham metas ao seu nível de atuação. É fundamental ter em mente, os seguintes pontos-chave:

  • Um bom plano estratégico é construído pela alta e média gestão;
  • Todos os macro-objetivos devem ser traduzidos para as operações diárias, em micro-objetivos, de tal modo que cada colaborador saiba como o seu objetivo contribui com o macro-objetivo;
  • Da mesma forma, os macro-objetivos devem ser traduzidos em ações, tanto do lado dos gastos (envolvendo parceiros, e a própria Organização, no tocante aos recursos: pessoas, processos e tecnologia), como do lado das receitas (que envolve parceiros e clientes: segmentos, canais e relacionamento).

Como um quebra-cabeças, o plano estratégico, após criado, deve ser completado por todos da Organização, verificando se a imagem que vai aparecendo está correta, caso contrário, deve-se refazer a montagem.


Autor: Rodrigo Vargas – Engenheiro mecânico (UFPR), pós-graduado em engenharia de man. mecânica (UFPR), pós-graduado em gestão empresarial (FGV), com mais de 17 anos de experiência em ambiente industrial, sendo mais de 13 anos ocupando cargos de gestão na indústria automotiva e eletroeletrônica.


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