Ferramentas da Qualidade

Faça uso e estimule o pessoal de sua equipe a usar e difundir o uso!

 

Introdução

A lista das chamadas 7 Ferramentas Básicas da Qualidade é composta por: Histograma, Gráfico de Pareto, Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa), Diagrama de Dispersão, Gráficos de Controle (CEP), Folha de Verificação (Check list), Estratificação. De acordo com a própria Associação Americana para a Qualidade (ASQ), algumas listas substituem a Estratificação por Fluxograma, ou ainda outra ferramenta. Apresentamos a seguir essas 7 ferramentas básicas, e várias outras que podem ajudar sobremaneira no dia-a-dia do trabalho em busca da Qualidade.

 

 

Histograma

Utilizado para apresentar o padrão de variação, um histograma envolve medição de dados. Um histograma típico tem a forma apresentada abaixo. É um gráfico de barras para causas identificadas e mostradas em ordem crescente de magnitude ou freqüência.

 

Gráfico de Pareto

Método gráfico de apresentação de dados por ordem de tamanho, importância ou prioridade, favorecendo a tomada de decisões pela facilidade com que se reconhecem quais são as causas principais. Com Base no princípio de Pareto (80% dos problemas advém de 20% das causas) pode-se coletar dados sobre refugo, defeitos, desperdícios ou qualquer outro problema que necessite ser analisado e apresentá-lo de maneira com que se possa estabelecer prioridades.

 

Diagrama de Causa e Efeito (Diagrama de Ishikawa / Diagrama Espinha de Peixe)

É utilizado quando é necessário identificar, explorar e ressaltar todas as possíveis causas de um determinado efeito (problema ou objetivo). Normalmente as causas são conhecidas como 6 M’s: Material, Mão-de-Obra, Meio Ambiente, Máquina, Método, e Medida (instrumentos de inspeção e ensaio).

 

Diagrama de Dispersão

O diagrama de dispersão é utilizado para estudar a possível relação entre duas variáveis. Dessa forma, o diagrama de dispersão é usado para se verificar uma possível relação de causa e efeito. Isto não prova que uma variável afeta a outra, mas torna claro se a relação existe e em que intensidade. O diagrama de dispersão é construído de forma que o eixo horizontal represente os valores medidos de uma variável e o eixo vertical represente as medições da segunda variável. Um diagrama de dispersão típico possui o seguinte aspecto:

 

Gráficos de Controle

Controle do processo através da coleta de dados amostrais que, devidamente posicionados em gráficos estatísticos, podem indicar a situação de um processo, em termos de estar ou não controlado estatisticamente.

Recomenda-se investigar as causas quando houver a incidência de:

  • Um ponto fora dos limites de controle
  • Sete pontos sequenciais acima ou abaixo da média
  • Sete pontos sequenciais crescentes ou decrescentes
  • Aglomeração de pontos próximos da linha central, do limite superior, ou do limite inferior
  • Qualquer padrão não-aleatório (pontos que se repitam em um determinado padrão)

 

 Folha de Verificação (Check List):

É uma tabela, lista ou formulário devidamente estruturado, para coleta e análise de dados, sendo altamente adaptável a uma grande gama de propósitos, como por exemplo, inspeção final de um produto, verificação de lotes antes de embarques, atividades predecessoras de um evento, etc...

 

Estratificação de Dados

Trata-se de uma técnica que busca, através da separação, ou estratificação de dados variados, visualizar algum determinado padrão de comportamento. Ou seja, é a subdivisão de um determinado grupo de dados em diversos sub-grupos, de acordo com alguns fatores desejados.

Fluxograma

É um diagrama esquemático de um processo, mostrando as atividades envolvidas em sua execução, e que permite simplificar a visão desse mesmo processo, facilitando sua organização, análise e identificação de oportunidades.

 

Método de Análise e Solução de Problemas (MASP)

Também chamado de 7D, é um  método que busca as causas de um problema, através da formalização de investigações que estudam:

  1. Qual é o problema?
  2. Qual a extensão do problema? (Desde quando? Até onde?)
  3. Definição da equipe de trabalho
  4. Quais as prováveis causas dos problemas?
  5. Quais as ações imediatas (correções) para contenção do problema?
  6. Quais as ações definitivas (ações corretivas) para a solução do problema, de modo a não se repetir?
  7. Verificação de eficácia.

Você também poderá encontrar esse método com o nome de 8D, quando então se inclui um último passo que é o de reunir a equipe, apresentar o resultado e comemorar o feito.

 

Brainstorming

Utilizada para auxiliar um grupo a criar tantas idéias quanto possível, no menor espaço de tempo possível, identificando assim, possíveis soluções para problemas e oportunidades em potencial, buscando a melhoria da qualidade.

 

Análise do Modo e Efeito de Falhas (FMEA)

Simulação de processo com o objetivo de identificar prováveis causas de modos (tipos) de falhas no processo e seu efeito. Através do resultado, conseguido qualificando determinados índices de severidade e  detecção do efeito,  e ocorrência da causa, toma-se ou não ações corretivas preventivas.

 

 

Benchmarking

Análise do desempenho ou método de trabalho de um processo similar com bom índice de qualidade, com o objetivo de testar ou adotar soluções parecidas.

 

Best Practice

Análise do desempenho ou método de trabalho de um processo QUALQUER, mas que chama a atenção pelo bom resultado, buscando-se analisar as causas desse bom resutlado, com o objetivo de testar ou adotar soluções parecidas.

 

Gráfico de Tendência (de linhas ou de barras)

Método utilizado para apresentar séries cronológicas, por exemplo, oscilações na quantidade de refugo produzido em um determinado período. Pode-se verificar, por exemplo, através deste gráfico, se uma ação corretiva está apresentando o resultado esperado.

PDCA

PDCA significa:

  • PLAN (planejar)
  • DO (fazer)
  • CHECK (verificar)
  • ACT (agir)

É um ciclo de melhoria contínua, ou seja, para fazer algo bem feito, deveremos fazer primeiro um planejamento, dentro da fase PLAN. Depois realizamos (executamos) o que planejamos, que é a fase DO. Através de monitoramento, acompanhamos o resultado do que fizemos, que é a fase CHECK, e agimos para corrigir o rumo, como necessário, que é a fase ACT. É um processo intuitivo de melhoria que deve permear a Organziação, sendo parte de sua Cultura.