Custos Industriais

Para controlar e reduzir!

 

Introdução

Nosso objetivo dentro da Indústria é o de manter os custos tão baixos quanto possíveis, com os benefícios necessários para sermos competitivos. E para isso é importante o controle de custos, e toda a engenharia voltada para o projeto de produtos com mais características que agradam ao cliente, mas que permita um processo produto cada vez mais eficiente.

 

Custos e Despesas

Vamos, primeiro, entender a definição de gastos industriais, que englobam custos, despesas e perdas.

  • Custos: são todos os valores empregado (direta ou indiretamente) para manufatura do produto acabado, seja empregado em mão-de-obra, estoques, ou imobilizados.
  • Despesas: são valores empregados em atividades auxiliares, com esforço para geração de receitas e manutenção da operação, como por exemplo: despesas de vendas, administrativas, operacionais ou financeiras.
  • Perdas: são valores perdidos, configurando prejuízo, por exemplo aquele resultado da falta de qualidade do produto.

 

Definições dos Tipos de Custos Industriais

  • Custos diretos de fabricação: aqueles empregados diretamente na fabricação do produto, como mão de obra diretamente envolvida no processo produtivo e a matéria-prima empregada.
  • Custos indiretos de fabricação: aqueles empregados de forma indireta no processo produtivo, como mão de obra de supervisão, pessoal de manutenção, etc. São custos que podem utilizar um critério de rateio para apropriação.
  • Custos variáveis: aqueles que variam de acordo com o volume produzido.
  • Custos fixos; aqueles que existem independentemente do volume de produção (por ex.: aluguel), e não variam de acordo com a quantidade produzida.
  • Centro de Custo: é uma área, um setor ou um departamento sobre o qual incidem gastos relativos a sua responsabilidade.

 

Sistemas de Custeio

Os dois principais sistemas de custeio utilizados no Brasil são:

  • Sistema de Custeio por Absorção:
    • Classifica os custos em diretos e indiretos
    • É o critério exigido legalmente no Brasil
    • Os resultados não sofrem influência direta dos volumes de produção
  • Sistema de Custeio Variável:
    • Classifica os custos em fixos e variáveis, e as despesas em fixas e variáveis
    • É um critério mais adequado à gestão, pois permite melhor visualização da alocação dos custos
    • Os resultados sofrem influência direta dos volumes de produção

 

DRE por CUSTEIO DE ABSORÇÃO
RECEITA BRUTA      
( -) Impostos s/ Vendas    
(=) RECEITA LÍQUIDA    
(-) MOD (mão de obra direta)
(-) Custo de matéria-prima
(-) Custos Indiretos de fabricação
(=) LUCRO BRUTO      
( -) Despesas Operacionais    
     Despesas Adm       
     Despesas de Vendas    
     Outras desp operacionais    
(=) LAJIR    
(-) Despesas Financeiras    
(+) Receitas Financeiras    
(=) LUCRO OPERACIONAL    
(+/-) Rec/Desp não operacionais    
(=) LUCRO ANTES DO IR (LAIR)    
( -) Imposto de Renda    
(=) LUCRO LÍQUIDO
         
 
DRE por CUSTEIO VARIÁVEL
RECEITA BRUTA      
( -) Impostos s/ Vendas    
(=) RECEITA LÍQUIDA    
( -) Custos variáveis de fabricação
(-) Despesas variáveis de fabricação
(=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
(-) Custos fixos
( -) Despesas fixas    
     Despesas Administrativas 
     Despesas de Vendas    
     Outras desp operacionais    
(=) EBITDA    
(-) Despesas de depreciação e amortização
(=) LAJIR (EBIT)
(-) Despesas Financeiras    
(+) Receitas Financeiras    
(=) LUCRO OPERACIONAL    
(+/-) Rec/Desp não operacionais    
(=) LUCRO ANTES DO IR (LAIR)    
( -) Imposto de Renda    
(=) LUCRO LÍQUIDO