Liderança Eficaz

Conseguindo resultados positivos na Organização!

 

Mas o Que É Mesmo Liderança Eficaz?

É a liderança equilibrada que, dentro dos padrões éticos, consegue atingir as metas da Organização. Há uma definição de liderança de Vance Packard, um jornalista americano autor de vários livros, já falecido em 1996, também muito interessante, que vale a pena mencionar para reflexão: "Liderança parece ser a arte de fazer com que os outros desejem fazer algo que você está convencido que deve ser feito."

Gosta de dizer que: "Liderar é fazer com que as pessoas tenham satisfação em se sentir parte do time, cooperando para atingir os resultados."

 

Quais São os Tipos Básicos de Liderança?

  • Liderança Democrática: é aquela em que o líder ouve sempre a sua equipe, considerando a opinião de todos na tomada de decisão. A equipe é o centro das decisões.
  • Liderança Autocrática: é aquela em que o líder toma todas as decisões baseado em seu próprio pensamento e, de forma impositiva, determina à equipe. O líder é o centro das decisões.
  • Liderança Liberal: é aquela em que o líder não é determinante nas decisões, funcionando mais como agente de informação, e, dessa forma, obtém o mínimo de controle sobre a equipe.
  • Liderança Equilibrada: é aquela em que o líder, dependendo da situação (gravidade, urgência, envolvimento prévio, etc) e dependendo da competência (conhecimentos, habilidades e atitudes) dos liderados envolvidos, utiliza um ou outro dos estilos democrático e autocrático, ou um pouco de ambos. Ou seja, a liderança equilibrada é tão democrática quanto possível, e tão autocrática quanto necessário.

 

Como Cultivar a Motivação da Equipe?

Precisamos lembrar que ter motivação é ter motivo para ação. Para estimular a equipe e manter o nível motivacional adequado, é preciso entender os pilares de sustentação da motivação. Existem aqueles que chamo de intrínsecos, e aqueles que chamo de extrínsecos. Os primeiros estão muito ligados a questões e opiniões muito pessoais, próprias de cada pessoa, enquanto que os segundos estão mais ligados a fatores externos, menos suscetíveis a relatividade dos primeiros, embora, evidentemente, ainda tenham também alguma influência da subjetividade inerente a cada indivíduo.

Os Pilares Motivacionais: Uns sustentam os outros, e todos se auto-sustentam:

  • Intrínsecos
    • Recompensa: é importante que haja recompensa efetiva pelo trabalho realizado e pelos resultados atingidos. Não necessariamente pecuniária, mas que seja algo que o liderado recebe em troca de seus resultados. Um salário justo, obviamente, muitas vezes, já pode ser suficiente! Existe, hoje em dia, em grande parte das grandes Organizações, a PLR (participação nos lucros e resultados) que também é um tipo de recompensa financeira objetiva. Mas o líder pode estabelecer outros tipos de recompensa, como um dia de folga, um valor adicional no vale-mercado, ou até mesmo uma promoção. Quanto mais mecânica é a atividade que a pessoa executa (e menos fatores cognitivos são envolvidos) mais a questão da recompensa estará presente na motivação, e menos a realização contará pontos (ver próximo item).
    • Realização: aquilo que realiza profissionalmente a algumas pessoas, é tortura para outras. A verdade é que todas as pessoas querem ter sucesso, a questão é que o sucesso é relativo, e os ideais de cada um são muito próprios e, às vezes, até desconhecidos pela própria pessoa. O poder realizar-se profissionalmente, é um fator essencial na motivação, e envolve ter um certo nível de autonomia, gostar do que se está fazendo, e ter um propósito motivador (por ser nobre, desafiador ou pessoal).
    • Ambiente de trabalho: todos temos um padrão de ambiente de trabalho que consideramos bom, basicamente cada um deles, presume-se, esteja ligado a colegas de trabalho de bom caráter, patrões honestos, ambiente fisicamente limpo, organizado e seguro, porém, mais uma vez aqui, temos uma questão idiossincrática. Ou seja, não obstante haja questões que parecem influenciar a grande maioria das pessoas no quesito ambiente de trabalho, no final das contas, o resultado final de satisfação sobre o ambiente de trabalho acaba sendo intuitivo e muito individual.
  • Extrínsecos
    • Confiança: o liderado precisa sentir que o seu líder confia nele, e ao mesmo tempo, e igualmente importante, o liderado precisa sentir confiança no próprio líder. Ou seja, precisa haver uma relação de confiança entre os dois.
    • Apoio: o líder precisa apoiar o trabalho de seu liderado, energizando seu ânimo e mostrando que, como líder, acredita na capacidade do liderado, fazendo-lhe ver que, não obstante a responsabilidade e tarefas de cada um, os dois estão juntos na empreitada.
    • Reconhecimento: é fundamental que o líder reconheça sinceramente o empenho, a dedicação e os resultados atingidos pelo liderado.

 

 

Os 10 Comportamentos Essenciais da Liderança

  1.  Motivar a equipe: Sabemos que manter o ânimo da equipe elevado é condição essencial para uma equipe de alto desempenho, e que realização, recompensa e ambiente são fatores intrínsecos relacionados à motivação, assim como a confiança mútua, reconhecimento, apoio e a comemoração são fatores extrínsecos. Sejam extrínsecos ou intrínsecos, o líder deve procurar trabalhar esses fatores buscando o melhor nível possível. Por exemplo, o investimento em treinamento, além de procurar desenvolver e aumentar a competência do liderado, por si só, vai agir como fator motivador, atuando nos pilares da recompensa, realização, confiança e reconhecimento.
  2. Demonstrar equilíbrio emocional: O liderado precisa sentir que o seu líder é equilibrado emocionalmente, pois isso é essencial para que ele possa confiar no seu líder, e nas suas decisões ou ponderações. O equilíbrio é o ponto certo entre firmeza e flexibilidade.
  3. Ter uma visão positiva do futuro: O líder deve criar uma perspectiva positiva do futuro e do atingimento das metas e objetivos. Nenhuma equipe vai atrás de um líder derrotado, sem confiança, que acha difícil atingir metas ou que anda cabisbaixo para lá e para cá. O líder é um agente de mudanças.
  4. Ser justo: Isso inclui dar o exemplo. Ser coerente com seu discurso e assumir seus erros. O líder estabelece relações de confiança e transparência. Lembre-se: líder não é bonzinho! É justo acima de tudo!
  5. Iniciativa/Pró-atividade: Capacidade de iniciar algo positivo, de quebrar a inércia, de buscar uma nova solução. Capacidade de se antecipar a um problema, evitando-o, ou minimizando seus efeitos.
  6. Aprender com os erros: Esse é um comportamento fundamental que o líder deve, não apenas praticar, mas estimular seus liderados a fazerem o mesmo. Todo erro trás consigo um aprendizado. Devemos analisar o erro a fim de entender o que deve ser feito para não repetí-lo. É o caminho para a cultura na Organização de Aprendizagem.
  7. Ter boa comunicação: Capacidade de ser claro e objetivo. Um bom líder não tem que falar muito, ou falar pouco, ele deve falar o suficiente. Ilustrar, ou dramatizar as idéias quando for preciso, também é um recurso a ser utilizado para a boa compreensão da comunicação. Tenha certeza de ser entendido, e, para isso, faça perguntas. Saiba argumentar, baseie-se em fatos e dados, estatísticas, exemplos, e outras experiências.
  8. Foco em Resultados: Capacidade de entender a importância dos resultados dos processos, e ter determinação em buscá-los.
  9. Saber tomar as decisões difíceis e assumir riscos: Atravessar a rua tem risco, ficar em casa tem risco, liderar uma equipe e tomar decisões também envolve risco. Você deve estar preparado para assumir riscos, tomando as decisões que lhe cabem. Mas lembre-se: você deve obter as informações necessárias para justificar o que está fazendo. Decisões acertadas são baseadas em princípios morais, justiça, e maior benefício.
  10. Criatividade: Capacidade de criar idéias e novas soluções significativas. Capacidade de encontrar soluções mesmo em ambiente desfavorável, mesmo com poucos recursos.

 

7 Dicas para Empowerment

  1. Fortaleça as habilidades de seus liderados;
  2. Seja como um técnico de uma equipe esportiva, capacite os outros a agirem;
  3. Quando cometerem erros, ensine-os para que não reincidam, mas não lhes retire a autoridade;
  4. Reconheça com freqüência os bons resultados e os esforços;
  5. Estimule-os a tomarem decisões que estejam dentro de seu âmbito de trabalho, e apoie-as;
  6. Não faça o trabalho específico dos membros da equipe, mesmo que seja capaz de fazer melhor;
  7. Não se sinta desconfortável por não conhecer em detalhe o que os membros da equipe estão fazendo.

 

Formação de Equipes Altamente Eficazes

Para formar uma equipe eficaz, que realiza, deve-se atentar para cinco importantes fatores:

  1. Pessoas com competências: ou seja, cada posição numa Organização exigirá um determinado conjunto de competências, cabe ao líder, ter certeza de que cada membro da equipe preenche os requisitos. É aquele velho (mas cada vez mais importante) chavão: "cada um no lugar certo". Se isso não ocorrer, se faltar competência para o membro da equipe, isso comprometerá diretamente os resultados. O líder, na sua função, deve procurar: ou desenvolver a pessoa (se perceber potencial), ou transferir para outra área onde essa pessoa possa preencher uma necessidade baseada nas suas competências, ou desligar a pessoa.
  2. Processos definidos: se não estiver claro como executar o processo, obviamente o resultado também estará comprometido. Imagine, para entender o quanto isso é importante, jogar uma partida de futebol sem entender plenamente as regras do jogo.
  3. Responsabilidades claras: sim, muita gente tem medo de carregar responsabilidade, mas isso deve ficar claro. Quem faz o que, quando e até que ponto vai seu nível de autoridade ou autonomia.
  4. Metas estabelecidas: esse ponto parece óbvio, mas muita gente negligencia. Para marcar um gol, é preciso saber qual é o nosso lado do campo.
  5. Auto-disciplina: sem disciplina nenhum trabalho é bem feito. Disciplina é a nossa capacidade de executar e controlar. A auto-disciplina é a disciplina motivada por cada um, é uma competência interna que facilita a cada um o cumprimento de seus objetivos.

 

15 Dicas para Atingimento de Metas (para os líderes)

  1. Conheça o seu pessoal. Conheça a competência de cada um. Lembre-se: competência aqui tem o sentido do conjunto de conhecimento, habilidades e atitude.
  2. Reconheça quem faz. Atrele objetivos ao sistema de avaliação funcional e remuneração anual!
  3. Não tolere mau desempenho, nem atitudes negativas. Diga exatamente o que você espera de cada membro de sua equipe! Mesmo os bons perdem motivação e rendimento ao perceberem que o mau funcionário, ou o mau resultado, é tolerado dentro da equipe.
  4. Diga "não" ao conformismo.
  5. Desenvolva as potencialidades das pessoas.
  6. Os líderes preocupam-se em fazer que cada pessoa não apenas entenda as metas, mas que as respire e viva. Peça um plano de cada membro da equipe que mostre como ele pretende atingir suas metas.
  7. Tenha otimismo! sem burrice.
  8. Tenha foco nos resultados. E cobre isso dos outros! Você será medido por resultado! Faça isso com as pessoas de sua equipe!
  9. Peque por tentar e não por se omitir.
  10. Aprenda com os erros. Não os repita!
  11. O líder não apenas questiona o que sua equipe faz, mas também aquilo que ele mesmo faz. O líder sempre se questiona. Isso pode ser feito melhor?
  12. Melhore continuamente o desempenho de sua equipe.
  13. Proponha as soluções necessárias para se chegar aos resultados esperados! Antes que outros lhe digam.
  14. Apoie os membros de sua equipe, mas cobre dedicação, empenho e resultado.
  15. Não tenha medo de mudar! Lembre-se de que nem toda mudança gera melhoria, mas não há melhoria sem mudança.

 

8 Dicas para Atingimento de Metas (para a equipe)

  1. Tenha uma agenda diária, priorize e foque seus compromissos (isso é gestão do tempo)!
  2. Estabeleça prazos para suas metas (procure discutir e chegar a um acordo naquelas que envolvem sua liderança) e verifique seu andamento a curto, médio e longo prazo!
  3. Verifique se suas metas estão de acordo com os objetivos de longo prazo, e com os anseios da Organização!
  4. Verifique se a forma de medir, ou seja, se os seus indicadores estão coerentes com a necessidade de avaliação das metas!
  5. Verifique se as metas estabelecidas estão de acordo com suas competências, e se os eventuais desenvolvimentos para alcançar determinados GAPS de competência estão devidamente programados!
  6. Verifique se você é organizado e disciplinado o suficiente, no dia-a-dia, para buscar atingir suas metas!
  7. Verifique se você trabalha com paixão, afinco e determinação suficientes para atingir suas metas!
  8. Verifique se o desejo de atingir suas metas lhe ajudam a construir sua auto-estima, permitindo, inclusive, ultrapassar os possíveis obstáculos!

 

A Liderança no Papel de Formação da Cultura da Organização

A Cultura de uma Organização é o conjunto de crenças e paradigmas presentes na Organização e que se manifestam pelos comportamentos individuais e coletivos. Segundo Bossidy e Charan, no livro EXECUÇÃO, para criar um modelo para a mudança cultural você diz para as pessoas o que quer delas e discute de que forma obter os resultados esperados. Depois, recompensa as pessoas que atingiram esse resultado, e as que ficaram aquém, você dá mais orientação, retira os incentivos, dá outras tarefas, ou as despede. Segundo os autores, essa é a forma de criar uma cultura de execução, ou seja, aquela em que se põe em prática as ações necessárias para tornar real as estratégias e metas estabelecidas pela Organização. Leia mais sobre o livro na página Best Sellers.

A liderança é um das fatores mais decisivos na formação da Cultura da Organização. Ela exerce fator preponderante, pois tem o poder de formar, não apenas a opinião da equipe, mas a própria equipe, portanto é o fator-chave na formação, renovação ou manutenção da cultura de Organização.

Quando perguntam quanto tempo é necessário para mudar uma cultura organizacional, a resposta é: depende. Depende da cabeça das lideranças (líderes de linha, supervisores, coordenadores, gerentes diretores, presidência), depende de quão longe está a cultura de hoje, daquela que se quer implementar. Depende da missão, visão e valores estabelecidos na organização. Depende da determinação da alta direção no sentido de mudar a cultura. Enfim, depende de muita coisa, mas o mais importante é que o trabalho de mudança pode começar de imediato, e, assim, já surtirá alguns efeitos positivos. 

Instrumentos de Avaliação à Disposição da Liderança

  1. Verificação do atingimento das metas
  2. Avaliação 270/360 graus: o liderado é avaliado pelo seu par, pelo seu líder, e pelo seu subordinado (se houver), além de sua auto-avaliação. Em todo processo de avaliação, melhor que dar "notas", pois ninguém gosta de ganhar menos que 10, é mais eficaz que se identifique 2 ou 3 competências boas, e 1 ou 2 competências que merecem ser desenvolvidas. Desse processo, que deve ser consensado com o avaliado, deve resultar um plano de ação que leve à melhoria das deficiências apontadas. Feito dessa forma, o processo de avaliação é menos traumático (pois não estamos dando notas) e muito mais interessante para o sujeito avaliado (pois gera um plano de ação prático e específico).
  3. Pesquisa de satisfação de cliente interno

Estes são alguns processos formais de avaliação, mas lembre-se que o "olho-no-olho" diário representa muito nesse contexto.

 

Para Refletir...

1) Os novos conceitos de liderança estão relacionados à capacidade de se planejar e direcionar as ações da equipe, e não à obediência, pura e simplesmente, em troca de recompensas ou à base de punições.

2) Um bom líder leva em conta a opinião das pessoas de sua equipe, dialoga e orienta na busca da produtividade.

3) Grandes diferenças de remuneração na equipe, inclusive com a própria liderança, ou com os diretores, provocam um sentimento de injustiça que, além de desanimar, faz cair a produtividade.

4) As interações sociais entre os membros do time e seu líder podem melhorar o desempenho e aumentar a motivação.

5) A alta rotatividade dos membros de uma equipe faz cair seu desempenho.

6) Equipes de alta performance devem ser planejadas, ou seja, reunindo membros com competências específicas e auto-disciplina acima da média

7) Treinamentos que focam o coletivo tem melhores resultados do aqueles que focam o indivíduo.

8) Fala-se muito em trabalho em equipe nas Organizações, no entanto, as avaliações (e muitas vezes as premiações) são baseadas no individual.

9) O bom humor, assim como o mau humor, podem se espalhar pela equipe.

10) O "espírito de equipe", de que tanto se fala, é criado baseado na discussão, ação e vivência de determinado conceito que se quer incutir na equipe. A cultura de determinados fatores na equipe pode conduzi-la ao chamado "círculo virtuoso do time vencedor".