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Best
Sellers - Processos e Pessoas
Livros que realmente podem
ajudar você numa boa gestão industrial!
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Escrito por Edward J. Hay, diretor do Just in Time Services da Rath &
Strong, Inc, é reconhecido como uma das maiores autoridades na aplicação
do JIT. O livro foi lançado no Brasil em 1988, mas atualmente parece poder
ser encontrado apenas na edição americana. O autor aponta o JIT como uma
filosofia de produção, focada basicamente na eliminação do desperdício,
dizendo que algumas das melhorias da aplicação do JIT podem ser
convertidas diretamente em dinheiro, enquanto outras serão sentidas como
melhoria do atendimento ao cliente. Aponta alguns elementos-chave para a
implantação e manutenção de um sistema JIT: qualidade do fornecedor, ritmo
uniforme de produção, setup rápido, compras, sistema puxado, sobreposição
de operações (ou seja, produção por produto e não por processo) e, é
claro, o envolvimento profundo das pessoas (tanto operacionais quanto a
alta administração). Ele comenta que a maioria dos estoques existem para
encobrir problemas como falta de qualidade do material, alterações de
pedidos e problemas de produtividade, entre outros. |
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Escrito por
Stephen Covey, especialista em liderança reconhecido internacionalmente,
segundo o Istituto FranklinCovey, foi indicado uma das 25 pessoas mais
influentes dos Estados Unidos na década passada. O livro, lançado no
Brasil em 1989, mostra um caminho gradativo e contínuo, através da adoção
de 7 hábitos, em busca do equilíbrio, integridade e dignidade humana.
Segundo Aristóteles, nós somos o que repetidamente fazemos, portanto,
Covey procura mostrar ao longo do livro a necessidade de centrarmos nossas
vidas em "princípios", que são imutáveis e verdadeiros, pois assim criamos
um paradigma fundamental e sustentável que nos levará a uma "existência
eficaz". Os 7 Hábitos são: 1)Seja proativo, ou seja, domine suas ações e
reações, e não o contrário; 2)Comece com o objetivo em mente; 3)Faça
primeiro o mais importante, ou seja, gerencie de forma eficaz a sua matriz
de tempo (urgente/não urgente x importante/não importante); 4)Pense
ganha/ganha, ou seja, procure realizar acordos e transações que sejam boas
para você e para a outra parte; 5)Procure primeiro compreender, e depois
ser compreendido, o que segundo o próprio Covey, é para ele o mais difícil
dos hábitos a manter; 6)Crie sinergia; 7) Afine o instrumento, ou seja,
cuide e renove as 4 dimensões de sua natureza: a física (através de
exercícios, alimentação), a social (através da empatia, sinergia), a
espiritual (através da clareza de valores, estudo e meditação), e a mental
(através da leitura, escrita). |
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Escrito por Michael Hammer e James Champy, especialista e consultores de
renome. Hammer foi o criador do conceito e Champy o principal
implementador. O livro foi lançado no Brasil em 1994, e segundo seus
autores, a reengenharia não significa reformular o que já existe ou fazer
mudanças tímidas, mas abandonar processos antigos e reexaminar o trabalho
necessário para criar os produtos e serviços que realmente criem valor ao
cliente. Fazer a reengenharia em uma empresa ou departamento significa
abandonar velhos sistemas e começar de novo, respondendo à pergunta: Se eu
estivesse criando esta empresa hoje, dados meus conhecimentos e
tecnologias atuais, qual seria seu aspecto? Eles definem a reengenharia,
formalmente, como sendo o "repensar fundamental e a reestruturação radical
dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em
indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos,
qualidade, atendimento e velocidade". Existem 4 palavras-chave nesse
conceito: 1)"Fundamental", ou seja, os gestores precisam se questionar:
Porque fazemos o que fazemos? e Porque o fazemos da forma que fazemos?
2)"Radical", ou seja, a reengenharia pressupõe realizar mudanças radicais,
com o sentido de alterá-las desde a sua raiz.. 3)"Drástica", ou seja, a
reengenharia não pressupõe melhorias marginais, mas sim saltos quânticos de
qualidade. 4)"Processos", ou seja, focar não as tarefas ou estruturas, mas
sim, os processos. |
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 Escrito por
Daniel Goleman, psicólogo, PhD pela Universidade de Harvard, e lançado no
Brasil em 1995. Goleman disserta sobre a importância do controle das
emoções, como fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do
indivíduo. Goleman procura provar que, embora havendo pontos determinantes
do temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana, são
flexíveis, podendo ser trabalhados, mostrando que "temperamento" não é
destino. Goleman procura mostrar que a emoção pode dar a verdadeira medida
da inteligência humana*. Segundo ele, no mundo empresarial, o QI
(coeficiente de inteligência) alto consegue um bom emprego, enquanto que o
QE ( coeficiente de inteligência emocional) alto, garante as promoções.
Você já viu isso por aí? Eu já.
*Aqui vale lembrar o trabalho
do Prof. Gardner, PhD por Harvard, sobre múltiplas inteligências ("Frames
of Mind"), publicado em 1983, onde ele dissertava sobre o fato da
inteligência lógico-matemática não ser a única a ser considerada no ser
humano, e que além desta, poderíamos citar também a inteligência musical,
sinestésica, espacial, linguística, intra-pessoal e extra-pessoal.
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 Escrito por
Robert Kaplan, professor de contabilidade da Harvard Business School, e
David Norton, presidente da Renaissance Solutions, foi publicado no Brasil
em 1997. O Balanced Scorecard complementa as medidas financeiras do
desempenho passado com medidas dos vetores que impulssionam o desempenho
futuro. Os objetivos e medidas do scorecard devem, é claro, derivar da
visão e estratégia da empresa. As metas e indicadores que formam a
estrutura do balanced scorecard dão foco ao desempenho da
Organização sob 4 aspectos: financeiro, cliente, processos internos e
aprendizado e crescimento. Segundo os autores, o balanced scorecard
fornece a estrutura necessária para a tradução da estratégia em termos
operacionais, e, para cada aspecto, existem perguntas-chave a serem
respondidas: 1)Finanças: "Para sermos bem-sucedidos financeiramente, como
deveríamos ser vistos pelos nossos acionistas?"; 2)Processos
Internos:"Para satisfazermos nossos acionistas e clientes, em que
processos de negócios devemos alcançar a excelência?"; 3)Aprendizado e
Crescimento:"Para alcançarmos nossa visão, como sustentaremos nossa
capacidade de mudar e melhorar?"; 4)Cliente:"Para alcançarmos nossa visão,
como deveríamos ser vistos pelos nossos cliente?" |
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 Escrito por
Spencer Johnson, foi co-autor (junto com Kenneth Blanchard) de "O Gerente
Minuto". O livro foi lançado no Brasil em 1998. O livro "Quem Mexeu No Meu
Queijo" é uma história simples que, em forma de parábola, revela os medos
que as pessoas têm das mudanças. O "queijo" é uma metáfora daquilo que
desejamos, seja uma promoção, um novo emprego, uma casa própria, um carro
novo, etc. E o labirinto representa o ambiente onde procuramos isso, ou
seja, a empresa, a família, a comunidade, etc. Os personagens são dois
ratinhos e dois seres humanos pequeninos. Os dois ratinhos, com cérebros
simples, representam nossos instintos aguçados, e os dois homenzinhos,
nossas crenças, dúvidas, medos. Dos dois homenzinhos, um aprende antes que
o outro e começa a escrever frases no labirinto: "Ter queijo o faz feliz",
"Quanto mais importante seu queijo é para você, menos você deseja abrir
mão dele", "Se você não mudar morrerá", "Cheire o queijo com frequência
para saber quando está ficando velho", "O movimento em uma nova direção
ajuda-o a encontrar um novo queijo", "Quando você vence o seu medo,
sente-se livre", "Imaginar-me saboreando o novo queijo, antes mesmo de
encontrá-lo, conduz-me a ele", "Quanto mais rápido você se esquece do
velho queijo, mais rápido encontra um novo", "É mais seguro procurar no
labirinto, do que permanecer sem queijo". Essas são algumas frases, no
livro você encontrará outras também interessantes para reflexão. É uma
leitura muito rápida e boa para toda a sua equipe! |
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 Escrito por
Domenico de Masi, sociólogo e professor da Universidade de Roma, foi
lançado no Brasil em 2000. O Prof. De Masi explica que os valores
apreciados na sociedade industrial são diferentes daqueles apreciados na
sociedade pós-industrial, esta valorizando sobretudo a criatividade e
qualidade de vida, de forma que o tempo sem trabalho ocupa um espaço cada
vez mais central na vida humana, demandando reprojetar a família, a
escola, a vida, não só em função do tempo rígido ligado ao trabalho,
mas também do tempo livre; criando uma nova condição existencial em que
estudo, trabalho, tempo livre e atividades voluntárias cada vez mais se
entrelaçam e se potencializam reciprocamente. Ele faz uma análise
interessante da "hora-extra", que chama de "teatro", praticada nas
empresas, afirmando que milhões de funcionários simulam sobrecarga de
trabalho, iludidos de serem indispensáveis à empresa, convencidos de que o
tempo nunca é suficiente para eles, e treinados para esticar ao longo de
dez horas tarefas que poderiam realizar em cinco. Segundo cálculos de
1991, do Instituto Insee, na França, o tempo efetivo de trabalho, um um
dia médio, correspondia a somente 2h31min. Isto, com certeza nos dá
material para profundas reflexões sobre o tema. De Masi diz que consegue
caracterizar a semente da felicidade apenas no trabalho criativo e no
tempo livre, por isso cultiva a hipótese de que o ócio criativo, na
sociedade pós-industrial, torne-se tão importante quanto o trabalho, e
que, aos poucos, acabe sendo uma coisa só, ambos assumindo as conotações
do jogo da vida. |
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Escrito por Jeffrey Krames,
editor-chefe da divisão comercial da McGraw-Hill, foi publicado no Brasil
em 2002. O livro descreve o os conceitos, o pensamento, a linguagem e as
estratégias de Jack Welch, de "A a Z", o CEO da GE, tido como um dos
executivos mais admirados do século XX. Entre outros, podemos citar sua
forma de abordar as mudanças: Welch diz que as empresas podem conseguir
vantagens competitivas ao aderir às mudanças, e que, quando perguntado
quando poderiam parar de mudar, sua resposta era que elas estavam apenas
começando. Também afirmou que ao tornar-se uma Organização que "aprende",
isso poderia transformar desvantagens competitivas em vantagens. Descreve
4 características da Organização que aprende: primeiro, compartilha
abertamente informações; depois enfatiza o aprendizado e investe no
futuro; não castiga erros; e espera que as pessoas aprendam
constantemente. Tratava sua equipe, como um time esportivo profissional,
dispensando, todo ano, os 10% piores. Ele dizia que a coisa mais cruel que
podemos fazer com uma pessoa é fazer-lhe falsos elogios ou avaliações
equivocadas, de modo que a demissão, quando houvesse, não deveria ser uma
surpresa." Welch adotou o programa six sigma como a pilastra mestra de sua
gestão e o caminho para melhorar a qualidade e reduzir custos. |
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Escrito por Larry Bossidy, ex
CEO da GE, e Ram Charan, consultor altamente renomado de CEOs, foi
publicado no Brasil em 2003. O livro conta que nenhuma empresa pode honrar
seus compromissos, ou adaptarem-se bem às mudanças, a menos que todos os
seus líderes pratiquem a disciplina da execução. Execução seria o elo
perdido entre as aspirações e os resultados e, portanto, deve ser um dos
mais importantes trabalhos de um líder. Se um líder não sabe executar, o
todo de seus esforços será sempre menor que a soma das partes. Para os
autores, existem 3 elementos-chave da execução: 1) Os 7 comportamentos
essenciais do líder (conhecer seu pessoal, ser realista, estabelecer metas
claras, concluir o planejado, recompensar quem faz, orientar as pessoas e
conhecer-se a si próprio); 2)Criar um modelo para a mudança cultural, ou
seja, você diz para as pessoas o que quer e discute de que forma obter os
resultados esperados. Depois, recompensa as pessoas que atingiram esse
resultado, e as que ficaram aquém, você dá mais orientação, retira os
incentivos, dá outras tarefas, ou as despede. Segundo os autores, essa é a
forma de criar uma cultura de execução. O livro descreve também, o que
seriam os três processos-chave da execução: pessoas, estratégias e
operações.
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Escrito pelo consultor de
empresas James Hunter, segundo ele próprio, porque gostaria de deixar um
legado a seus filhos. O livro foi publicado no Brasil em 2004. O livro
conta a história de um homem de negócios bem-sucedido, mas que percebe, de
repente, que está fracassado como chefe, marido e pai. Numa tentativa
desesperada de reverter essa situação, ele participa de um retiro sobre
liderança, num mosteiro beneditino. O monge que dá o treinamento defende
que a liderança não está no poder, mas sim na autoridade, que pode ser
conquistada com amor, dedicação e sacrifício. Diz também que respeito,
responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes de um grande líder,
ou seja, para liderar é preciso estar disposto a servir. |
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Escrito por Jeffrey Liker e
David Meier, consultores de renome internacional, e foi publicado no
Brasil em 2007. O livro descreve o fundamento do modelo Toyota, os 4 P's:
Philosofy: a Toyota privilegia soluções de longo prazo; Process:
compromisso com práticas de lean manufacturing e processos excelentes na
busca da qualidade e da eliminação dos desperdícios; People/Partners:
compromissos com o desenvolvimento de líderes que vivam a filosofia e com
o desenvolvimento de pessoas e parceiros de longo prazo, respeitando-os,
desafiando-os e desenvolvendo-os; Problem Solving: compromisso com
a construção de uma Organização que aprende, através de um método de
solução de problemas e melhoria contínua. Os autores relatam os 7 tipos
principais de atividades sem valor agregado que a Toyota identificou em
uma indústria: 1)Superprodução: produzir itens mais cedo ou em maiores
quantidades do que o cliente precisa; 2)Espera: ou seja, tempo disponível
por falta de materiais, falta de processamento, atrasos por falta de
qualidade, gargalos de capacidade, etc.; 3)Transporte ou transferência;
4)Superprocessamento: ou seja, tarefas desnecessárias para processar as
peças, devido à mau projeto, problemas de equipamentos, etc.; 5)Excesso de
estoque; 6)Deslocamentos desnecessários dos operadores; 7)Defeitos. No
livro, mostram pensamentos presentes na Toyota, como o de que o sucesso
começa com as lideranças. Revelam que o desenvolvimento de uma equipe já
começa na seleção das pessoas, considerando os seguintes fatores:
motivação ao trabalho, iniciativa, participação em reuniões, habilidades,
adaptabilidade e comunicação. Por fim, vale a pena relembrar o 14
princípios do Modelo Toyota: 1)Basear as decisões administrativas em uma
filosofia de longo prazo, mesmo que em detrimento de metas financeiras de
curto prazo; 2)Criar um fluxo contínuo de trabalho, ou seja, sem tempo de
espera; 3)Usar sistemas de produção puxados; 4)Nivelar a carga de trabalho
(heijunka); 5)Cultura de parar e resolver problemas para ter a qualidade
desejada já na primeira vez; 6)Tarefas padronizadas são a base para a
melhoria contínua e a capacitação do pessoal; 7)Usar controle visual, para
que os problemas não fiquem ocultos; 8)Usar somente tecnologia confiável e
plenamente testada que atenda a funcionários e processos; 9)Desenvolver
líderes que compreendam completamente o trabalho, vivam a filosofia e
ensinem os outros; 10)Desenvolver pessoas e equipes excepcionais que sigam
a filosofia da empresa e obtenham resultados notáveis; 11)Respeitar sua
rede de parceiros e fornecedores, desafiando-os e ajudando-os a melhorar;
12)Para resolver um problema, ir até o local, observar e analisar em
profundidade (genchi genbutsu); 13)Tomar decisões lentamente, por
consenso, considerando completamente todas as opções, mas implementá-las
com rapidez; 14)Tornar-se uma Organização de aprendizagem pela reflexão
incansável e pela melhoria contínua. |
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